Todos nós conhecemos a importância da leitura, principalmente para os nossos filhos. Ler para os nossos filhos traz vantagens e benefícios, mesmo quando eles já sabem ler.

Resumidamente, a leitura melhora o vocabulário dos nossos filhos e ajuda-os a entenderem melhor a leitura e a escrita. E quando lemos em voz alta, conseguimos criar todo um mundo mágico nas cabecinhas dos nossos filhos. Emitamos vozes, encarnamos personagens, damos a correta entoação ás palavras e frases, o que faz criar a expectativa nas próximas páginas…

Por isso é importante dedicarmos algum tempo diariamente para lermos para os nossos filhos. O habitual é lermos à noite, antes de dormir. Mas ao fim de semana, por exemplo, podemos fazê-lo quando queremos que os pequenos se acalmem um pouco. Remédio santo!

A nossa experiência

Aqui em casa todos gostamos de livros. Foi sempre assim, mesmo antes do Martim nascer. Aliás, sempre falámos em ter uma bibilioteca em casa, onde pudessemos expôr todos os nossos livros e ter uma áreazinha com sofás para nos encostarmos enquanto devorávamos páginas e mais páginas.

Claro que isso não aconteceu, porque o espaço é pouco.

Mas, mesmo assim, temos livros espalhados pela casa, em estantes, dentro de armários, nas mesinhas de cabeceira… E fazemos questão de comprar livros todos os meses.

Para os pequenos é a mesma situação. Claro que o Dinis sendo o mais novo, acabou por herdar livros do Martim. O Martim em bebé sempre teve cuidado com os livros. Adorava que lhe lessemos e ainda adora. O Dinis já não. Ele gosta de livros, mas para rasgar, puxar, atirar para o chão. Também gosta de vir para o meu colo para eu lhe ler, mas rapidamente passa as folhas à frente e a história acaba por tomar um rumo completamente diferente e estranho!

Os preferidos do Martim (e da mãe também)

Um dos preferidos do Martim (e da mãe também) é “Todos no Sofá”, de Luísa Ducla Soares. Este livro faz parte do Plano Nacional de Leitura, para crianças entre os 2 e os 3 anos, e o Martim entrou em contacto com ele pela primeira vez na creche. É em jeito de poema / lengalenga. Na escola todos gostavam do livro e até fizeram uma representação / teatro na festa de fim de ano. Como o Martim estava sempre a recitar o livro, nós decidimos comprá-lo e ainda hoje leio-o para o Martim.

Sinopse (fonte Wook)

Que bom é estar no sofá. Mas se nove amigos, entre eles um elefante, resolverem sentar-se ao nosso lado, o que acontecerá?”

Outro preferido é “A que sabe a Lua” de Michael Grejniec, também faz parte do Plano Nacional de Leitura e recomendado para as crianças de 5 / 6 anos. Este livro comprei-o através da Wook quando procuravamos leitura nova para o Martim. Na altura veio acompanhado de uma régua de altura (não sei se é assim que se chama) para registarmos o crescimento do Martim. Esteve afixado na parede do quarto até ao Dinis começar a andar e puxar a régua. Não rasgou, mas resolvemos tirar da parede, pelo menos até o Dinis deixar de querer rasgar coisas.

Sinopse (fonte Wook)

Há já muito tempo que os animais desejavam averiguar a que sabia a Lua. Seria doce ou salgada?
Só queriam provar um pedacito. À noite, olhavam ansiosos para o céu. Esticavam-se e estendiam os pescoços, as pernas e os braços, tentando alcançá-la…

Quem não sonhou alguma vez em dar uma trincadela na Lua? Foi precisamente este o desejo dos animais desta história. Só queriam provar um pedacinho mas, por mais que se esticassem, não eram capazes de lhe tocar. Então, a tartaruga teve uma ideia genial: “Talvez entre todos consigamos alcançá-la”.

Os últimos livros que compramos para o Martim foram “10 Histórias para comer sem birras” e “10 Histórias para adormecer sem medos nem birras”, ambos da especialista de sono infantil Filipa Sommerfeldt Fernandes, de quem já falei no artigo sobre “Conferência Sono, Birras e Manhas”. O Martim simplesmente adora o primeiro livro, principalmente a história da Frederica, a bailarina gulosa.

Sinopse (fonte Wook)

A Frederica adorava fazer ballet com as suas amigas, mas também gostava muito de comer doces a toda a hora… O Francisco adorava jogar à bola, mas comer era um problema. Mal se sentava à mesa, começavam as birras. A única solução era dar-lhe o tablet para ver os vídeos do seu jogador preferido: o Cristiano Ronaldo, claro! O Miguel tinha muita energia para brincar, mas quando se sentava à mesa ficava parado a olhar para o prato, depois lá agarrava no garfo para mexer na comida, sempre com um ar enjoado e a fazer caretas. Era um verdadeiro pastelão! O Rafael não gostava nada da hora das refeições. Sabem porquê? Porque quando ele não comia tudo, os pais zangavam-se e lá começavam os terríveis castigos: ficar sem os cromos, sem a bola de futebol… Já a Olívia comia muito bem, mas só comia aquilo que conhecia. Adorava arroz, massa, laranjas, bananas, pão… Mas tudo o que era novo, a Olívia recusava. Feijão, couves-de-bruxelas, anonas, alperces, pão de centeio, queijo fresco, massa integral… a boca da Olívia fechava-se a sete chaves!

ATUALIZAÇÃO

Este fim de semana, enquanto o Martim estava na piscina, compramos dois livros para os pequenos, um da Peppa Pig com sons (porcos a roncar!) e outro do Faísca Macqueen, que também tinha sons de carros. As histórias são simples e têm botões para os equenos poderem carregar à edida que a história avança.

10 benefícios em lermos para os nossos filhos

E porque o saber não ocupa lugar e a imaginação deve ser alimentada desde tenra idade, aqui ficam 10 benefícios em lermos para os nossos filhos:

  1. Ler para os nosso filhos ajuda-os a ter sucesso no futuro. Quanto mais lermos para os nossos filhos, mais conhecimento eles absorvem, e incentiva-os a lerem eles próprios. Se os nossos filhos gostarem de ler, de certeza que serão bons alunos em áreas como gramática, português, leitura, discurso, etc, mas também saberão interpretar problemas de matemática, por exemplo.
  2. A leitura desenvolve e melhora o vocabulário. No nosso dia a dia, acabamos por utilizar um vocabulário muitas vezes repetitivo e limitado quando falamos com os nossos filhos. No entanto, quando lemos diferentes livros, expomos os nossos filhos a vocabulário novo, a novas palavras, a novas ideias. Quanto mais rico o vocabulário dos nossos filhos, melhor se iram exprimir na sua lingua, e melhor irão aprender outras linguas.
  3. A leitura exercita o cérebro dos nossos filhos e serve como impulso para eles começarem a falar. Eles adoram imitar os pais!
  4. A leitura aumenta a concentração dos nossos filhos. Mesmo quando eles apenas querem virar as páginas, e nós perdemos a paciência, porque a história deixa de fazer sentido (eu sei o que isso é, o Dinis é assim), a verdade é que se lhes lermos todos os dias, os nossos filhos acabarão por aprenderem a concentrarem-se e a ficarem parados durante o tempo da história. E isto é importante eles aprenderem antes de irem para a escola. Mesmo na creche ou no pré-escolar, antes da educadora começar a ler uma história, ela pede para os pequenos se sentarem de determinada forma, “mandarem” no seu corpo e na suaboca, e os pequenos ficam quietos e estão quietos durante a leitura do livro. A educadora não desiste, logo, nós também não
  5. A leitura estimula a curiosidade. Os nossos filhos fazem perguntas sobre a história, sobre elementos e personagens. E nós pais podemos aproveitar estes momentos para lhes ensinar outas coisas, outras histórias, outras informações.  Por exemplo, o MacDonalds está a oferecer livros com o Happy Meal sobre uns gémeos. Nós temos a história sobre os dinossauros, e o Martim adora essa história. E eu aproveito para lhe falar sobre o aparecimento dos dinossauros, como se extinguiram, porque não havia pessoas no tempo dos dinossauros, etc….
  6. A leitura estimula a imaginação. Quando nos envolvemos numa história, os nossos filhos seguem o nosso exemplo. Eles imaginam o que as personagens estão a fazer, imaginam o cenário. Vivem as aventuras e tentam imaginar o que vai acontecer na página seguinte. Podemos até imaginar o resto da história, mesmo depois de ela terminar no livro.
  7. A leitura desenvolve a empatia. Quando uma criança se coloca na história, ajuda-a a desenvolver empatia. Os nosso filhos identificam-se com os personagens e sentem o que as personagens sentem. E isto é ótimo para os nossos filhos começarem a entender e a lidar com as emoções.
  8. Os livros são entretenimento. Hoje em dia é muito mais fácil para uma criança agarrar-se a um tablet, a uma consola de jogos ou até mesmo à televisão. Ver televisão não dá tanto trabalho e o comando permite-lhes mudar de canal num abrir e piscar de olhos., saltar do Panda para o Disney Junior, até mesmo ver dois programas ao mesmo tempo! Mas estes aparelhos / gadgets não estimulam a imaginação e a criatividade como um bom livro. Cabe a nós pais dar-lhes o exemplo e ensinar-lhes de que um livro é melhor do que um tablet por todos os motivos que falei anteriormente. Se eles aprenderem e ganharem o gosto pela leitura, serão os nossos filhos, eles próprios a optarem por lerem uma história quando se sentem aborrecidos, sem nada para fazer, serão les próprios que nos pedirão para irmos a uma livraria comprar um livro novo.
  9. Os livros são fonte de conhecimento. E por isso mesmo devemos apresentar aos nossos filhos livros de variados temas. E isso ajuda-os a entenderem o mundo à sua volta. Quais os objetos de uma quinta? O que significam os sinais de transito? Quis os diferentes meios de transporte? Etc…
  10. Ler juntos ajuda a criar um vínculo. Não há nada melhor do que os nossos filhos se sentarem no nosso colo, agarradinhos a nós enquanto lemos uma história. Ou então, antes de dormir. Adoro o eforço que o Martim faz para se manter acordado enquanto eu leio a história, para depois olhar para ele, e ver que o sono venceu. Mas eu termino a história, digo “Vitória, vitória, acabou.se a história”, dou-lhe um beijo de boa nite e sussurro-lhe “Amo-te”.

Ler para os nossos filhos tem imensos benefícios, mas o principal é desenvolver laços entre pais e filhos. Com o corre corre do dia a dia, por vezes não temos tempo para passar com os nossos filhos, mas conseguimos sempre arranjar uns minutos antes de dormir para lhes dar a conhecer um mundo mágico atavés da palavra escrita.

 

 

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