A minha ausência

Há cerca de um mês atrás disse-vos que o motivo da minha ausência se devia ao curso de Nutrição Infantil (e ao aniversário do Martim). Se não leram o post, podem fazê-lo aqui.

Pois bem, o curso terminou dia 11 e na semana passada recebi finalmente o meu certificado. Woo-hoo!

E como prometido é devido, irei partilhar convosco o que aprendi com o curso.

Como é muita informação, e não conseguiria colocar aqui todo o material fornecido, se alguma Mamã quiser algum material dos temas abaixo descritos, é só enviar um email para mim: livia.gomes@maereal.pt

Para mais informações sobre este curso (datas, preços) ou outros cursos, podem aceder ao site da Evolui aqui. A informação institucional foi retirada do site da Evolui.

Detalhes do curso

O objetivo do curso de Nutrição Infantil é aprender sobre “a nutrição da criança/jovem, reconhecendo a sua importância e especificidades ao longo do ciclo de vida pediátrico.”. 

Programa:

  • Desenvolvimento e Diversificação Alimentar

Importância da Alimentação no Desenvolvimento Saudável da Criança
Desenvolvimento Neuromuscular no 1º Ano de Vida e Relação com a Alimentação/Comportamentos Alimentares
Diversificação Alimentar: “Introdução dos Alimentos Sólidos” nas Diferentes Etapas de Crescimento

  • Avaliação do Estado Nutricional na Infância

Metodologia para Avaliação do Estado Nutricional na Pediatria

  • Necessidades Nutricionais na Infância
  • Alimentação na Infância

Planeamento e Distribuição das Refeições da Criança
Estratégias de Adesão a Comportamentos Alimentares Saudáveis

  • Obesidade Infantil

Causas para o Aumento Mundial da Prevalência da Obesidade Infantil
Importância da Prevenção da Obesidade
Complicações da Obesidade
Terapêutica da Obesidade

  • Educação Alimentar Pré-escolar e Escolar

O Papel das Escola e Infantários na Educação Alimentar
O Papel do Dietista/Nutricionista nas Instituições Pré-escolares e Escolares
O Papel dos Pais/Encarregados de Educação na Educação Alimentar
Factores de Efetividade da Educação Alimentar

Desenvolvimento e Diversificação Alimentar

A diversificação é a oferta de novos alimentos ao bebé, para além do leite materno ou leite de substituição. Deveria ser iniciada a partir dos 6 meses, visto que nesta altura o bebé já consegue estar sentado com apoio e manter a cabeça erguida, reter os alimentos na boca e engoli-los. Mas já é possível iniciá-la a partir dos 4 meses, porque a partir dos 4 meses, o bebé já consegue digerir outros alimenos que não o leite.
A introdução de novos alimentos deve ser efetuada a cada 3 a 5 dias de forma a conseguir-se detectar alguma aergia / reacção do bebé ao alimento novo.

Exemplos de refeições para um dia para cada uma das fases da diversificação alimentar:

Fase dos 4 aos 6 meses

Fazer todas as refeições de leite materno ou de substituição
Substituir uma refeição de leite materno (almoço) por: puré de legumes – cenoura, abóbora, cebola, batata, batata doce, alface, alho francês. (Se optar por iniciar com a papa, deverá ser papa de cereais sem glúten como arroz ou milho)

5 meses

Pequeno-almoço – papa de cereais sem glúten
Lanche da manhã – leite materno ou de substituição
Almoço – puré de legumes com carne + puré de fruta (carnes magras como o frango, peru e coelho. cerca de 10g a 15g por dia, na sopa.). Puré de fruta após a sopa – maçã, pera, banana (de preferência cruas, raladas ou cozidas)
Lanche da tarde – leite materno ou de substituição
Jantar – leite materno ou de substituição
Ceia – leite materno ou de substituição

6 meses

Pequeno-almoço – papa de cereais sem glúten
Lanche da manhã – leite materno ou de substituição
Almoço – puré de legumes com carne + puré de fruta
Lanche da tarde – leite materno ou de substituição
Jantar – leite materno ou de substituição
Ceia – leite materno ou de substituição

Fase do 6 aos 9 meses

Nesta fase, pode-se acrescentar outros legumes como pastinaca, brócolos, couve-flor, chuchu, courgete, beringela e couves (9 meses) ; peixe como linguado, pescada, cação, maruca, tamboril, solha ou sargo também 10g a 15g por dia. Relativamente às frutas, pode-se introduzir o abacate, manga, papaia, ameixa, melão, melancia, marmelo, pêssego, coco, assim como o iogute natural sem açúcar. A partir dos 9 meses, já se pode introduzir a gema de ovo, primeiro meia gema e depois uma inteira, em substituição de uma refeição de carne.

Pequeno-almoço – papa de cereais sem glúten
Lanche da manhã – leite materno ou de substituição
Almoço – puré de legumes com carne + puré de fruta
Lanche da tarde – leite materno ou de substituição
Jantar – puré de legumes com peixe + fruta
Ceia – leite materno ou de substituição

Fase dos 9 aos 12 meses

Nesta fase pode-se acrescentar as ervilhas, feijões, grão de bico, lentilhas, o nabo e os espinafres. A consistência do puré deve ser diferente, mas granulosa. Também deve-se começar a dar um segudo prato ao bebé, e arroz, massa, com carne ou peixe, e legumes, para que o bebé se habitue a comer os legumes não só a sopa, e para se habituar a fazer refeições completas como as crianças e adultos. Relativamente à fruta, pode-se introduzir o pessego, o ananás, o alperce, ameixas e laranjas.

Pequeno-almoço – papa de cereais
Lanche da manhã – leite materno ou de substituição
Almoço – puré de legumes com carne + puré de fruta
Lanche da tarde – leite materno ou de substituição
Jantar – puré de legumes com peixe + fruta
Ceia – leite materno ou de substituição

Nos lanches da manhã ou da tarde, pode-se substituir o leite por um iogurte + uma bolacha maria ou de água e sal.

A partir dos 12 meses, o bebé deve ser incentivado a comer com a colher e ou garfo, para se tornar autónomo.

Avaliação do Estado Nutricional na Infância

Os instrumentos e métodos disponíveis para a avaliação do estado nutricional de uma criança são:

Ingestão dietética – para crianças com mais de 2 anos. É feito um registo dos alimentos que a criança come e bebe, em termos quantitativos e qualitativos. São utilizadas as técnicas de Recall 24horas (obtenção de inforações verbais nas últimas 24horas anteriores à consulta), Diário alimentar quantitativo (registo de todas as refeições efetuadas diariamente, em termos quantitaivos e qualitativos) e Questionário de frequência alimentar (obtenção de informação mais pomenorizada relativamente aos alimentos ingeridos, de acordo com roda dos alimentos).

Parâmetros antropométricos – avaliação do perímetro cefálico – para crianças até aos 2 anos. É utilizada uma fita métrica estreita para meir o PC. Quando o perímetro cefálico aumenta de forma proporcional, significa que o bebé tem um crescimento físico e neurológico adequado para a idade. Quando tal não acontece, existirá uma patologia. Se o perímetro cefálico aumenta de forma proporcional, significa que tem um bom aporte nutricional. A partir dos 2 anos, o crescimento da cabelça diminui a velocidade, pelo que este métod já não se aplica.

Parâmetros antropométricos – peso corporal – os instrumentos utilizados são a balança pedátrica para crianças até aos 2 anos. A partir dos 2 anos, é utilizada uma balança eletrónica ou mecânica. As crianças devem estar nuas ou então com uma fralda seca.

Parâmetros antropométricos – comprimento e altura – para crianças até aos 2 anos, o comprimento é medido com a criança deitada, utilizando-se um estadiómetro horizontal. A partir dos 2 anos, é medida a altura cm um estadiómetro vertical.

Parâmetros antropométricos – indice de massa corporal – método utilizado em crianças a partir dos 2 anos, é calculado através da divisão do peso pela altura ao quadrado.

Parâmetros antropométricos – medição das pregas cutâneas – método utilizado em crianças a partir dos 5 anos, é utilizado um lipocalibrador para avaliar se o aumento do peso é devido à massa muscular ou gorda.

Parâmetros antropométricos – perímetro abdominal – método utilizado em crianças a partir dos 5 anos, é utilizada uma fita métrica para avaliar se o aumento do peso é devido à massa muscular ou gorda.

Avaliaçao dos parâmetros clínicos – avaliação da história clínica e é efetuado um exame físico.

Dados bioquímicos e hematológicos – análise dos níveis de nutrientes, através da análise ao sangue.

Necessidades Nutricionais na Infância

À medida que as crianças crescem, as suas necesidades nutricionais mudam, como se pode confirmar no quadro em baixo:

Alimentação na Infância

O número de refeições de uma criança deve ser proporcional ao aumento da sua faixa etária. Quando a criança ainda está a ser amamentada, e já iniciou a diversificação alimentar, o número de refeições complementares deve ser de 2 a 3 diárias, dos 6 aos 8 meses); 3 a 4 refeições diárias, dos 12 aos 24 meses, com 1 a 2 snacks por dia. Quando a criança deixar de receber leite materno o número de refeições diárias deverá passar para as 5 a 6 refeições diárias.

Para saber quais as porções que uma criança deve comer, ver o documento em baixo.

Alimentos e porções para crianças de 1 a 5 anos

Obesidade Infantil

“Quando a obesidade se desenvolve em idade pediátrica, verifica-se não apenas um aumento de tamanho dos adipócitos (células de gordura) mas sobretudo um aumento do seu número. Estas células nunca mais morrem e serão sempre um “excedente” em relação ao património desejável para aquele indivíduo”.

Complicações da obesidade:

  • Diabetes Tipo 2
  • Dislipidémia
  • Hipertensão
  • Apneia do Sono
  • Outras, como alterações ortopédicas com necessidade de cirurgia urgente; aumulação de gordura no figado, presença de pedras na vesícula biliar, maturação precoce,

Educação Alimentar pré-escolar e escolar

“A escola ou os infantários acabam por ser o local onde as crianças passam a maior parte do tempo do seu dia  onde realizam a maioria das suas refeições. A escolha das ementas é fundamental e os pais devem ter uma atitude ativa na avaliação das ementas, que são fornecidas aos seus filhos.”

Dessa fora, deverão apresentar soluções alimentares saudáveis às crianças, seja nos refeitórios escolares, sem nos bares.

Os nutricionistas devm trabalhar em conjunto com as escolas e com os pais na elaboraçao de ementa saudáveis e na educação alimentar.

Aos pais e encarregados de educação compete-lhes transmitir “saberes, revelando condutas alimentares que ajudem a posterior modelação de comportamentos salutares das crianças.”

Escolas e famílias deverão “cooperar no sentido de uma educação para uma alimentação saudável.”

Como é muita informação, e não conseguiria colocar aqui todo o material fornecido, se alguma Mamã quiser algum material dos temas abaixo descritos, é só enviar um email para mim: livia.gomes@maereal.pt

 

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