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Diabetes Gestacional

Vai um docinho? Não obrigada!

O diagnóstico

No início da gravidez do Dinis, descobri que tinha diabetes gestacional. Fiquei na dúvida. Não tinha tido diabetes gestacionais na gravidez do Martim, mas as análises realizadas em fevereiro de 2017, as primeiras quando descobri que estava gravida, dizia que eu tinha diabetes gestacional.

O que é a diabetes gestacional?

Às mulheres que nunca tiveram diabetes antes mas que têm níveis levados de glicose (açúcar) no sangue durante a gravidez, diz-se que têm diabetes gestacionais.

1 em cada 7 grávidas portuguesas sofre de diabestes gestacionais.

Diabetes Gestacional define-se como qualquer grau de intolerância aos hidratos de carbono diagnosticado ou detectado pela primeira vez no decurso da gravidez. Assim, esta definição aplica-se também aos casos em que a intolerância aos hidratos de carbono precedeu a gravidez de forma não reconhecida e engloba as situações em que a intolerância persiste após o parto.

A diabetes gestacional começa quando o nosso corpo não é capaz de produzir insulina e usa toda a insulina que tem para a gravidez. Sem insulina suficiente, a glicose não deixa o sangue e não se transforma em energia. A glicose que se acumula no sangue com valores elevados denomina-se de hiperglicemia.

 

A diabetes gestacional está a aumentar, as mulheres engravidam mais tarde, o que aumenta o risco, tal como a obesidade. Nas mulheres com mais de 40 anos, a prevalência sobe para os 15.9%. Rui Duarte, Sociedade Portuguesa de Diabetologia, 2017

A diabetes gestacional pode ocorrer em qualquer fase da gravidez, mas é mais comum na segunda metade, e por norma desapacere depois do parto.
Entre as 6 e 8 semanas após o parto é feita uma nova prova de tolerância à glicose para confirmar se efetivamente não tem mais diabetes.

Estamos mais propensas a ter diabetes gestacional de estivermos acima do peso (como era o meu caso); se tivermos tido anteriormente um bebé grande, com peso superior a 4.5kg; se já tivermos tido diabetes gestacional anteriormente; e se tivermos alguém na família (pai, mãe, irmãos, avós) com diabetes (que é o meu caso).

E quais as consequencias para as grávidas?
Podemos ter infecções urinárias, causadas por bactérias que crescem com mais facilidade quando a glicose no sangue está elevada.
Pode ser necessário fzer o parto por cesariana
Podemos ter pré-eclâmpsia (sintomas principais: pressão sanguínea elevada, proteína na urina e inchaço de várias partes do corpo
Podemos sofrer de Chorioangioma Placental – Excesso de líquido amniótico, o que pode fazer com que o bebé nasça antes do termo.

E quais as consequências para o bebé:
Macrossomia – isso significa “bebé grande”. Se a sua glicose no sangue está muito elevada, então essa glicose vai afetar o bebé. O bebé vai produzir insulina extra para compensar a glicose extra, e o efeito combinado é fazer com que o bebé cresça mais e mais rápido do que deveria.
Hipoglicemia do bebé – se o bebé está exposto a elevados níveis de glicose, irá produzir mais insulina para equilibrá-los. Depois de nascer, o alto nível de insulina vai ser superior à quantidade de glicose que ele recebe a partir do leite, e assim o seu nível de glicose no sangue é demasiado baixo.
Icterícia – a icterícia faz a pele do recém-nascido ficar amarela. Isto é mais comum se a mãe tem diabetes gestacional. Ela é causada porque o bebé tem que quebrar as células de sangue após o nascimento, e o produto de decomposição é amarelo (todos os bebés passam por este processo). Se o fígado do bebé é imaturo ao nascimento, a pele pode ficar amarelada.

É importante seguir as recomendações do médico relativamente as níveis de glicose no sangue durante a gravidez para que tanto a mãe e o bebé continuem saudáveis.

O meu caso

A partir do momento que descobri que tinha diabetes gestacional, tive de ter mais cuidado com a alimentação. Evitar os fritos e as refeições embaladas, tipo nuggets, douradinhos de pescada, etc…. Tinha de comer de 3 em 3 horas, sem falhar uma refeição, e cear por volta das 23h, para não ficar muitas horas sem me alimentar. Tinha de picar o dedo em jejum, antes do pequeno almoço, e uma hora após o pequeno almoço, uma hora após o almoço, e novamente, uma hora após o jantar. O controlo tinha de ser rigoroso e tinha de registar toda a informação no meu livrinho.

Com tudo isto, andava aborrecida, cansada e farta de todo este controle e medição. Estava farta das restrições alimentares e das picadas do dedo. E para piorar tudo, tinha 4 consultas com 4 médicas diferentes todos os meses: médica de família, médica obstetra, médica de endocrinologia e médica dietista, tudo para me controlarem e à gravidez. Eu sei que era para o meu próprio bem e principalmente para o bem do bebé, mas a gravidez deve ser algo de bonito e com o mínimo de preocupações possíveis, e eu viva preocupada. Felizmente, o teste de tolerância à glicose deu negativo.

Ainda hoje me preocupo. Tenho receio de que o Dinis venha a ter diabetes quando for mais velho, e a culpa será unicamente minha. Por isso a nossa preocupação em mudar os hábitos alimentares cá em casa, para qe os pequenos saibam fazer as escolhas alimentares corretas.

Mamãs, eu não sou médica, por isso se quiserem saber mais sobre a Diabetes Gestacional, recomendo os seguintes sites (ou falem com o vosso médico de família):

Freestyle Diabetes

Direção Geral de Saúde

Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Meabolismo

Portal da Diabetes

 

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Livia Gomes

Olá, Eu sou a Lívia, mãe, mulher, empresária, autora, entrevistadora, blogger, enfermeira, médica, taxista, cozinheira, educadora, professora, apaziguadora (!?) e muito mais… fui ganhando a maior parte destas profissões a partir de 2014. Até então era apenas uma mulher com uma vida social agitada, até que em 2014, surge o Martim, o traquinas. Como se não bastasse, em 2017 resolvi repetir a dose e eis que nasce o Dinis, o arrebata corações. Com os nascimentos dos meus dois filhos, o meu mundo mudou e eu não trocava a minha vida por nada (exceto, talvez, por algumas horas de sono!).

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