Hoje vou falar-vos sobre meditação. Não, não sou uma especialista no tema, assim como não sou especialista em outros temas que vou partilhando convosco. Sou apenas conhecedora e experimentadora. E como conheci e experimentei a meditação, quero partilhar convosco a minha opinião.

BREATH IN, BREATH OUT

Se já leram o meu post 30 Dicas para uma vida menos stressante (se não o fizeram, shame on you!), sabem que tenho uma preocupação em manter a minha sanidade mental, enquanto giro uma família com 3 homens (os pequenos para lá caminham), uma casa e uma empresa. Por mais organizada que tente ser, há sempre algo que me tira do sério, me põe a chorar (o tablet caiu pelas escadas!), me faz zangar com o pai (a sério, eu a limpar e tu sentado a ler um livro?! – WTF???). Então o que fazer? Bem, como a minha ex-colega de trabalho Brilhante diria: breath in, breath out. E é isso que tenho tentado fazer.

Claro que há dias melhores do que outros. Mas não podemos desanimar só porque o dia de hoje correu mal, ou porque o jantar queimou, ou porque gritámos com o nosso filho quando lhe pedimos pela milésima vez que fosse brincar para a sala… Temos sim de encontrar algo que nos ajude “a libertar as energias negativas e reduzir o stress para conseguirmos viver uma vida mais feliz.” (veêm porque é que deviam ter lido o meu post 30 Dicas para uma vida menos stressante?)

MEDITAÇÃO E MINDFULNESS

Hoje em dia muito se fala em meditação e em mindfulness. Poderia-se dizer que ambas são a mesma coisa ou então que estão interligadas.

De acordo com o Centro Budista do Porto:

Meditação refere-se a práticas ou estados que podem incluir oração, visualização, recitação de mantras, questionamento, contemplação, ou simplesmente sentar, sem usar um suporte específico, estando “com as coisas como elas surgem”. Na tradição budista, a meditação inclui todo um conjunto de métodos que vão ajudar a estabilizar a mente e a desenvolver calma mental, que por sua vez nos permite aceder à nossa sabedoria e bondade inerentes, ao nosso estado natural.

Calma mental – é tudo o que uma mãe precisa!

Mindfulness, ou atenção plena, é obviamente a base de qualquer prática, pois sem atenção ao momento presente não há libertação. Mindfulness é o que nos permite escolher, dá-nos espaço. Falamos de mindfulness também em relação à consciência que surge da própria prática de mindfulness. Essa presença, essa consciência de estar consciente.

Podemos assim considerar Mindfulness como a fundação da nossa prática, uma qualidade que se “entrelaça” com outras, com outros aspetos e práticas. Na tradição budista, Mindfulness é o precursor, o primeiro factor para o Despertar que uma vez estabelecido permite a maturação de todos os outros.

Hoje irei apenas falar de meditação.

MEDITAÇÃO

Mas porquê a meditação? Perguntam vocês e perguntam muito bem.

O pai e eu temos nos apercebido que muitos autores e empreendedores que lemos meditam. Bem, se eles meditam e têm sucesso, alguma coisa de bom deve haver por ali, e como devemos rodear-nos de pessoas boas e melhores do que nós para aprendermos com elas a sermos bons e melhores, então achámos que deveríamos experimentar. E quando digo experimentar, estou a referir-me a um único workshop que fizemos no mês passado, chamado “Aprender a Meditar”, pelo Centro de Meditação Kadampa – Filial Porto, com o monge Kelsang Riglam.

Baby steps!

Apesar de apenas termos participado num workshop, temos tentado meditar todos os dias úteis, 5 minutos antes de entrarmos no escritório. Sim, 5 minutos parecerá pouco, mas acreditem, meditar é extremamente dificil e não devemos forçar-nos apenas para ficarmos bem na foto.

Todos os dias úteis, pois ao fim de semana com as crianças em casa torna-se complicado, logo pela manhã, sentamo-nos (à vez) no  quarto vago e durante 5 minutos concentramo-nos na nossa respiração.

No workshop que fizemos, o monge Kelsang Riglam explicou-nos que meditar é focarmo-nos num objeto virtuoso, como a respiração. Aliás, a respiração será a melhor maneira para se iniciar esta prática. Também nos explicou que é impossível eliminarmos todos os pensamentos da nossa mente. Disse que é normal a mente receber muitos pensamentos, mas que nós tinhamos de aprender a deixar passar esses pensamentos, deixá-los fluir naturalmente e sair, e não nos concentrarmos neles à medida que forem passando pela cabeça. Parece complicado, e é, porque quanto mais nos tentamos concentrar em algo, mais coisas nos vem à cabeça. É tipo o filme “Comer, orar, amar”, quando a personagem da Julia Roberts se encontra naquele retiro, e resolve experimentar a meditação e sempre que olhava para o relógio, o tempo não tinha avançado. Por isso devemos concentrar-nos num único objeto virtuoso, tal como a respiração.

MEDITAÇÃO RESPIRATÓRIA

E quais os passos para a meditação respiratória?

De acordo com o Budismo Kadampa, “o primeiro estágio da meditação consiste em interromper as distrações e deixar a nossa mente mais clara e lúcida.

Escolhemos um lugar tranquilo para meditar e sentamos-nos em postura de meditação. Podemos escolher a postura tradicional com as pernas cruzadas ou qualquer outra posição que seja confortável. Se desejarmos, poderemos nos sentar numa cadeira. O mais importante é manter a coluna ereta, a fim de evitar afundamento mental ou sono.

Sentamos com os olhos parcialmente fechados e dirigimos a nossa atenção à respiração. Respiramos naturalmente, de preferência pelas narinas, sem tentar controlar a respiração e tentamos conscientizar-nos da sensação da respiração ao entrar e sair das narinas. Essa sensação é o nosso objetivo de meditação. Devemos tentar concentrar-nos nisso, excluindo todo o resto.

No princípio, a nossa mente estará muito ocupada e poderemos até sentir que a meditação está a tornar a nossa mente mais ocupada; mas, na realidade, estamos apenas a tornar-nos mais conscientes de quão ocupada a nossa mente realmente é. Haverá uma grande tentação de seguir os diferentes pensamentos à medida que surgirem, mas devemos resistir a isso e permanecer focados unicamente na sensação da respiração.

Se percebermos que a nossa mente está a divagar por causa dos pensamentos, devemos redirecioná-la de imediato para a respiração. Repetimos esse procedimento quantas vezes forem necessárias até que a nossa mente se concentre na respiração.”

MEDITAÇÃO – RECOMENDA-SE

Parece fácil e simples, mas não é. Mas vale a pena e recomendo.

O ideal é começar devagar e criar uma rotina – lembram-se da questão dos 21 dias para se criar um hábito? Não se lembram? Então toca a ler o post 30 Dicas para uma vida menos stressante 🙂

Podem até fazer download de uma app de meditação, daquelas gratuitas, e depois podem frequentar aulas, workshops ou até mesmo retiros.

Meditar não quer dizer que vão tornar-se budistas (se bem que eu acho que a minha sogra assim o pensava!). Quer dizer que procuram paz interior, calma e reduzir o stress. Significam que querem estar fisica e mentalmente sãs para serem as melhores mães possiveis para os vossos filhos.

Fonte: Budismo Kadampa

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