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O Dia Internacional da Mulher é um dia que celebra a nível mundial as conquistas sociais, económicas, culturais e políticas das mulheres.

PORQUÊ CELEBRAR O DIA INTERNACIONAL DA MULHER?

Porque nós o merecemos e essa é a verdade.

As mulheres sempre foram consideradas o ser inferior, aquela que carrega a vida no seu ventre, mas que depois não tem direitos, apenas deveres.

A história da humanidade é prova disso.

Mas a história da humanidade também nos mostra o quanto mulheres por todo o mundo têm lutado pelos seus (nossos) direitos, para que as nossas filhas possam viver numa sociedade justa e em nada discriminatória.

A HISTÓRIA POR DATAS

1908

Em 1908, 15.000 mulheres marcharam pela cidade de Nova York exigindo menos horas, melhores salários e direitos de voto.

1909

De acordo com uma declaração do Partido Socialista da América, o primeiro Dia Nacional da Mulher (NWD) foi observado nos Estados Unidos em 28 de fevereiro. As mulheres continuaram a celebrar o NWD no último domingo de fevereiro até 1913.

1910

Em 1910, uma segunda Conferência Internacional de Mulheres Trabalhadoras foi realizada em Copenhague. Uma mulher chamada Clara Zetkin (líder do ‘Gabinete da Mulher’ para o Partido Social Democrata na Alemanha) apresentou a ideia de um Dia Internacional da Mulher. Ela propôs que todos os anos, em todos os países, houvesse uma celebração no mesmo dia – o Dia da Mulher – para pressionar por suas reivindicações.

1911

Seguindo a decisão acordada em Copenhague, na Dinamarca, em 1911, o Dia Internacional da Mulher foi homenageado pela primeira vez na Áustria, Dinamarca, Alemanha e Suíça a 19 de março. Mais de um milhão de mulheres e homens participaram de comícios de IWD (International Women’s Day) em campanha pelos direitos das mulheres em trabalhar, votarem, serem treinadas, ocuparem cargos públicos e acabar com a discriminação.

1913-1914

Na véspera da campanha pela paz da Primeira Guerra Mundial, as mulheres russas celebraram o seu primeiro Dia Internacional da Mulher a 23 de fevereiro, último domingo de fevereiro. Após as discussões, o Dia Internacional da Mulher foi combinado para ser marcado anualmente em 8 de março, traduzido no calendário gregoriano amplamente adotado de 23 de fevereiro – e este dia permaneceu como a data global para o Dia Internacional da Mulher desde então. Em 1914, outras mulheres em toda a Europa realizaram manifestações para fazer campanha contra a guerra e expressar a solidariedade das mulheres.

1975

O Dia Internacional da Mulher foi celebrado pela primeira vez pelas Nações Unidas em 1975. Então, em dezembro de 1977, a Assembleia Geral adotou uma resolução proclamando um Dia das Nações Unidas pelos Direitos da Mulher e pela Paz Internacional a ser observado em qualquer dia do ano pelos Estados Membros, de acordo com suas tradições históricas e nacionais.

Fonte: International Women’s Day

AS MULHERES QUE DEVEMOS CELEBRAR

No Dia Internacional da Mulher são muitas as mulheres atuais que são recordadas e celebradas. Mulheres da área das ciências, das artes, das humanidades.

Mas eu penso que neste dia devemos celebrar as mulheres que estão nos bastidores, aquelas com quem lidamos todos os dias mas que raramente agradecemos pelo seu trabalho e esforço.

Estou a falar da cabeleireira, que passa horas de pé para atender o máximo número de clientes, pois o seu rendimento depende disso. Ela que muitas vezes trabalha ao domingo, para manter a sua cliente feliz seja no dia do seu casamento, batizado ou outra festa. Ela que muitas vezes baixa o preço dos seus serviços pois sabe que a vida está cara e tem de pensar nas suas clientes.

Estou a falar da empregada de limpeza, aquela que limpa o teu escritório, a tua casa, a tua loja. Ela que muitas vezes depara-se com cenários indignos para qualquer pessoa, que até tu te recusarias a limpar. Aquela que se coloca de joelhos para tirar aquela mancha na carpete porque o teu filho revolveu comer chocolate na sala.

Estou a falar da educadora e da professora que todos os dias recebe o teu filho com um sorriso na cara, mesmo quando se encontra num dia mau. Ela que ensina e brinca com o teu filho, porque sabe que tu não o podes fazer naquele momento. Ela que muitas vezes é insultada pelos seus alunos e ameaçada pelos pais.

Estou a falar da vendedora da feira, que se levanta de madrugada para montar a sua banca, dispor os seus produtos e espera por ti. Ela que trabalha a terra todos os dias e corre cidades para vender os seus produtos. Ela que tem de pagar as taxas municipais, mesmo quando a chuva e o vento te afastam da feira.

Estou a falar da repositora de loja, que muitas vezes entra às 6h da manhã, para te receber de prateleiras repostas. Ela que se preocupa em verificar a validade dos produtos para que tu compres apenas os mais frescos. Ela que sempre trabalhou durante o confinamento, para que não faltasse nada, nem a ti, nem aos teus filhos.

Estou a falar da mãe, casada, solteira, divorciada, viúva, que trabalha, cuida da sua família e da sua casa. Ela que se levanta todos os ias cedo para cuidar dos seus filhos e se deita todos os dias tarde para ter a casa arrumada. Ela que sonha ser empreendedora, mas que muitas vezes sacrifica o seu sonho pela sua família ou até mesmo pela estabilidade do emprego atual.

São tantas as mulheres com quem lidamos diariamente e que não são verdadeiramente reconhecidas pelo seu trabalho, seja ele profissional ou doméstico.

Atenção, eu não tenho nada contra as mulheres que são reconhecidas via meios sociais e redes sociais. Todas elas merecem o reconhecimento da sociedade. Mas muitas delas têm uma equipa que as apoia por trás.

Eu, tu, nós, que não somos cientistas, não somos Prémio Nobel da Física ou da Literatura, não somos vencedoras de Grammys e Oscares, não somos detentores de Pulitzers, nós somos Vencedoras! Nós somos Trabalhadoras! Nós somos Optimistas! Nós somos Portadoras de Vida!

Nós merecemos este dia! Nós merecemos sermos reconhecidas por sermos Grandes Mulheres!

Não acreditas em mim? Então pergunta ao teu filho / filha. Pergunta ao teu companheiro. Tenho a certeza que eles te dirão o mesmo.

Feliz Dia Internacional da Mulher!

 

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