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O que muda na nossa vida quando nos tornamos mães? TUDO! Certo? Ou foi só comigo?

Bem, acredito que as coisas eventualmente voltarão ao que eram, quando eramos apenas dois, assim lá para os nossos 60 anos. Mas até lá, as coisas mudam e muito.

QUÃO ENGANADA EU ESTAVA

Nem sempre pensei assim. Eu achava que como casal deveríamos fazer um esforço para manter as nossas rotinas, por exemplo. Que deveríamos continuar a sair só nós os dois, a ter jantares românticos, a ir ao cinema ou até mesmo passar um fim de semana fora. Tudo isto para não nos esquecermos de quem eramos e somos e não deixarmos de nos amar. Porque vocês sabem, quanto menos tempo passarmos com a nossa cara metade, menos falta sentimos um do outro (mas isso é outra conversa que nada tem haver com o tema de hoje).

Eu costumava dizer às minhas amigas que era importante arranjarem um tempo para elas e para eles.

Atenção, eu sabia que as coisas mudavam quando nos tornavamos mães. Não estava completamente tapadinha. Mas achava que nem tudo tinha que mudar.

Quão enganada eu estava…

O QUESTIONÁRIO

Para escrever este artigo, eu pedi ajuda a outras mamãs, para que respondessem a algumas questões simples, para ver se outras mamãs sentiam que tudo tinha mudado quando se tornaram mães.

Cheguei à conclusão que não sou bicho raro e que efetivamente as coisas mudam quando nos tornamos mães.

Neste questionário, participaram mamãs entre os 25 e os 48 anos. A sua maioria é da zona norte de Portugal, mas também França (merci!). 61.5% das mamãs só têm 1 filho (ui, quando chegarem ao segundo, respondam a este questionário novamente, para ver se alguma coisa mudou, ok?)

Se não preencheram o questionário, mas gostariam de o preencher, cliquem aqui. Mas só depois de lerem este artigo, ok?

O QUE MUDA

(Ordenado sem qualquer ordem de importância)

1. RELAÇÃO

Aquilo que eu achava que não deveria mudar quando nos tornamos mães é o tempo que passamos com a nossa cara metade. No meu caso, com o namorido.

Os jantares, as sessões de cinema, mesmo em casa, o passear e “ver as montras”, tudo isso desaparece quando temos um bebé. O nosso tempo é passado entre fraldas, biberões, lavar a roupa, brincar com o bebé (e quem diz bebé diz criança). Até quando o clima aquece, basta um barulhinho do nosso bebé que pensavamos que estava a dormir, para acabar com o clima e a vontade.

Solução? Não sou terapeuta de casais, mas como tudo na vida, temos de aprender novas maneiras de nos relacionarmos com o nosso namorido enquando criamos uma criança. É fácil? Claro que não. É impossível? Claro que não.

No primeiro mês de vida do Martim, eu e o pai não fazíamos uma única refeição juntos. Acreditam? Comiamos à vez, para não deixarmos o Martim sozinho.

Por isso tivemos de aprender a pedir ajuda e a largar um pouco as rédeas. Exemplos: falar com os avós para ficarem um horita ou duas com a criança, para poderem sair (as nossas saídas / encontros não têm de ser necessariamente à noite). Se a criança está a dormir às 21h, tirar uma horinha para namorar um pouco. Pode ser apenas para ver televisão ou ler um livro, se estiverem cansados de mais para o amor 💑

O importante é não se esquecerem que as coisas melhoram. As crianças crescem e começam a dar-nos mais folgas. Por isso o importante é não desistir da vossa relação.

2. TEMPO

Já reparam no tempo que demoramos para sair de casa? É tão cansativo que às vezes mais vale ficar em casa.

Mesmo agora, com os pequenos com idades entre os 2 e os 5 anos, demoramos uma hora para nos arranjarmos e sairmos de casa. E isto se já tiver coisas preparadas de antemão.

Em bebés era pior. Fraldas, roupa, biberões, sopas, lanches, brinquedos, etc… Nada podia faltar. E se não nos organizassemos na véspera, por exemplo, chegaríamos atrasados ao trabalho de certeza.

Claro que há medida que eles crescem, as coisas melhoram. Pelo menos a parte de ter de arranjar o saco com meia casa lá dentro. E ainda assim, eu lvo sempre uma mochila com mantimentos 🙂

3. A VIDA NÃO GIRA MAIS À TUA VOLTA

Desde que fazemos xixi para aquele pauzinho e temos a confirmação do nosso maior sonho (ou pesadelo, sei lá), que a nossa vida deixa de ser nossa.

Todas as nossas decisões são tomadas a pensar naquele ser indefeso que ainda não nasceu mas que já me diz que eu não posso comer tudo o que me apetecer, ou que não posso correr, ou que não posso andar de saltos altos (ok, isto passou-se comigo, aliás até me proibiram de subir e descer escadas, só podia andar de elevador…).

A verdade é que agora temos de pensar no nosso filho, tomar as decisões certas para que ele cresça com saúde e feliz.

Questões como o carrinho e transportadora, preservação de células estaminais, pediatra e seguro de saúde, são coisas que agora pesam na nossa consciência. Nós temos de tomar essas decisões porque o nosso filho não o pode fazer ainda.

Gostei muito do exemplo de uma mãe que respondeu o questionário e que disse que quando precisa de umas calças de ganga, sai para comprar, mas só traz coisas para a filha e não para ela. Quantas de nós não acontece o mesmo? Quantas vezes saímos de casa para comprar algo para nós, ou até mesmo para a casa, mas acabamos por trazer algo para os nossos filhos?

E não, não é consumismo desmedido. É preocupação por outra pessoa. É deixarmos de pensar em nós em prol de outro.

Não gira totalmente, mais ainda gira. Mãe feliz, bebé feliz. Por isso, tudo com o seu peso e medida

Por isso mamãs, sejam felizes para os vossos bebés serem felizes também!

4. DINHEIRO, DINHEIRO, DINHEIRO

Enquanto escrevo este ponto, canto (interiormente, para o pai não se chatear) a música dos ABBA “Money, Money, Money”. Como seria bom viver num mundo dos homens ricos e poder comprar tudo e mais alguma coisa para nós e para os nossos pequenos sem nos preocuparmos com a nossa conta chegar a zeros.

Sonhos…

A verdade é que se antes até compravamos algo por impulso quando iamos ao shopping (ok, quantos vestidos de verão precisamos mesmo?), quando nos tornamos mães, isso tem de acabar. Pelo menos para mim acabou. Às vezes sinto-me culpada por comprar algo para mim.

Será que precisava mesmo de gastar 50eur num par de sapatos de salto alto quando já nem sequer ando de saltos altos? 50eur dá para comprar muita fruta de beber para os pequenos (cerca de 50 pacotes, mas se estiverem em promoção, ainda mais!). Não, não comprei sapatos a 50eur, porque não vivo num “In the rich man’s world”. Era apenas um exemplo.

Engravidamos e começamos logo a fazer contas à vida. Fraldas, biberões, leites, papas, frutas, cremes, etc…Tudo isto custa dinheiro e nós queremos dar o melhor aos nossos filhos. Por isso, temos de ser mais responsáveis financeiramente.

Para além disso, à medida que eles vão crescendo, as despesas vão sendo outras, e começamos a preocupar-nos com a escola, faculdade, carta de condução e carro. Já para não falar que se eles sairem aos pais, só lá para os 30 anos é que saem de casa (eu saí aos 32!)

5. SONO

Eu vivo com sono. Sinceramente não sei o que se passa comigo, mas estou sempre com sono. Ah, já sei, sou mãe e tenho filhos que gostam de acordar de noite e chamar unicamente pela mãe. Ah e querem que seja a mãe a adormecê-los.

Na verdade, eu nunca fui uma pessoa de dormir muito. Mas piorou quando engravidei o Martim. Chegava a acordar às 4h da manhã e levantava-me para ir ver tv ou até para cozinhar. Com o Dinis foi a mesma coisa. E depois era o dar de mamar de noite, os terrores noturnos, os xixis nas camas.

As coisas têm melhorado, mas mesmo assim, ainda tenho noites que dão cabo de mim e pareço um zombie de manhã.

6. MODA

Eu nunca fui uma pessoa de andar na moda. Sempre fui uma pessoa de comprar aquilo que a minha carteira me permitia e de vez em quando lá podia comprar alguma coisa que estivese na moda, que fosse trendy.  M u i t o  –  r a r a m e n t e .

Agora a moda é andar de fato de treino sempre que possivel. Foi o look adoptado quando os meninos nasceram. Super prático. Ótimo para as nódoas. E não é preciso passar a ferro. Win! Win!

E a verdade é que procuro sempre roupa confortável, como sapatos confortáveis. Conseguem imaginar andar com um miudo de 5 anos ao colo e de saltos altos? Impossível!  (e sim, o Martim às vezes pede colo, mas só lhe dou sentada no sofá, senão lá se vão as costas!)

7. VIDA SOCIAL

A nossa vida social acaba por mudar também. Acabamos por nos relacionar mais com casais com filhos também, que sabem o que passamos, que também combinam as suas roupas com as olheiras de noites mal dormidas.

Saimos menos à noite, porque sejamos sinceros, o que nós queremos mesmo é dormir à noite. E quando saímos, é durante pouco tempo, porque no dia seguinte temos de nos levantar cedo e cuidar dos pequenos. Por isso, acabamos por sair de casa por perto, e beber apenas um copo, ou vários desde que sejam sem alcoól.

Mas a verdade verdadeira, é que não saímos tanto nem durante muito tempo porque sentimos falta dos nossos filhos 👶.

Não é algo habitual, mas o meu marido fica com ele. Ou a avó, quando saímos eu e o meu marido.

 

Desde que tomamos a decisão de ser pais que sempre achamos que deixar a nossa filha com os avós e sair a noite não é o ideal, se é decidimos ser pais então também teríamos que abdicar de estas coisas. Claro que, de vez em quando uma ida ao cinema não nos faz mal e a avó fica toda contente. Agora, com a situação atual do país nem nos passa pela cabeça sequer.

8. COCÓ NOS DEDOS

Eu adoro esta pergunta 🤣.

61.5% das mamãs responderam que não se importam de ter cocó nos dedos. Isto é terrível mas tão verdade. Se em jovens e solteiras, cocó nos dedos e debaixo das unhas nos podia enojar, a verdade é que quando nos tornamos mãe a probabilidade de isto acontecer sempre que mudamos as fraldas é muito grande e por tanto já não nos enoja.

Claro que depois a nossa técnica de mudar fraldas muda e até já nos esquivamos aos xixis no ar. Mas depois lá vem o desfralde e as corridas ao bacio e à sanita, e lá vem os dedos com cocó outra vez.

Se pisar m**** é sinal de dinheiro, então andar com cocó nos dedos é sinal de quê?

9. COLO

Os meus filhos ainda pedem colo. Mesmo o Martim, o que é normal, porque ele vê o irmão no colo, por isso também quer (mas principalmente porque o Martim é uma criança muito carinhosa). E ainda adormecem ao colo e depois vão para a cama. Ou então, adormecem no sofá, encostados a mim e depois vão para a cama.

Claro que como todas as mamãs, eu quero que eles durmam na cama, e de preferência na cama deles. Mas tenho de ser sincera, que adoro quano adormecem no meu colo. Mesmo quando eram bebés. Não me cansava de olhar para eles. Vê-los a dormir dava-me uma calma tão boa e reconfortante. E depois se os pousasse na cama, poderiam acordar, por isso muitas vezes prefir que fiquem no meu colo, pelo menos até estarem completamente ferradinhos a dormir (ou então, até o meu braço começar a doer).

10. CORPO DE SEREIA

Corpo de sereia não é aquele corpo de modelo das Victoria’s Angels. Mas sim aquele corpo ao qual estavamos tão habituadas (era nosso e demoramos muito tempo a atingi-lo) antes de engravidarmos. Quando só pesavamos x…. kg (cada uma preenche o seu número).

Na gravidez do Martim engravidei 20 kg. Saí do hospital com menos 10kg. Os outros 10kg fui perdendo ao longo do tempo, sem qualquer ginástica.

Mas depois, no ano de 2016, quando tentava engravidar do Dinis, sem sucesso, engravidei 10kg, sem me aperceber. Sim, tive de comprar roupa nova, mas foi só apenas quando engravidei do Dinis e fui à consulta da médica de família que eu vi realmente os números e fiquei chocada. 10kg a mais. E como estava com excesso de peso, apenas podia engordar mais 10kg durante a gravidez. Que sufoco! Mas consegui. Engordei os 10kg. Aproveitei-os todos 🤣

Esses 10 kg desapareceram, mas nunca voltei ao peso que tinha antes de engravidar do Martim. Preguiça? Sim. Despreocupação? Sim. Problemas de saúde? Não. A verdade é que por mais que queira emagrecer, eu tenho o corpo que tenho porque fui mãe e o meu corpo, desde que esteja saudável, é a minha última preocupação neste momento. Quero eu dizer que emagrecer e reduzir um tamanho ou dois nao é a minha prioridade neste momento. Sei que sou saudável, faço uma alimentação variada, mas pratico pouco desporto. Por isso a minha preocupação neste momento não é emagrecer (e não me obriguem a isso, porque normalmente, sobre pressão, faço as coias exatamente o contrário!).

Na primeira gravidez sim mas não fiz nada na segunda gravidez não na totalidade eu engordei mais entre as gravidez

Mas não querer emagrecer, ou não colocar isso como minha prioridade, não quer dizer que eu não me cuido. Ter filhos significa querer ser o melhor exemplo para eles. Por isso preocupo-me com a minha alimentação, pois o que eu como é o que os meus filhos comem. Procuro fazer escolhas saudáveis para que eles também as façam. Fazemos caminhadas em família, fazemos ginástica em família, ou pelo menos eu tento, com o Dinis agarrado às minhas pernas, brincamos juntos. De que adianta obrigar os nossos filhos a comerem sopa, se não o fazemos também? Exemplo, mamãs, exemplo!

11. FAZER COMPRAS

Lembram-se daquela mãe que diz que vai comprar umas calças de ganga para ela e sai da loja com roupa para a filha? Pois, as compras nunca mais foram a mesma coisa desde que nos tornamos mães.

Eis os motivos:

  • Responsabilidade financeira – temos de controlar os gastos, por isso, compras só se for mesmo necessário;
  • Tempo – não temos tempo para fazer compras e se levarmos os pequenos connosco, o que queremos é fazer as compras o mais rapidamente possível, antes que comecem uma birra ou queiram ir à casa de banho ou comecemos a comprar coisas para eles desnecessariamente;
  • Prioridades – crianças, animais, casa, pai e depois nós (será assim?). E com tudo isto, a mãe ainda continua a precisar de umas calças de ganga!
  • Lista interminável – a lista de compras é enorme e cresce a cada dia consoante o crescimento dos nossos filhos.

As compras são feitas em função dos nossos filhos, isso é prioridade. Depois nós, os pais.

 

Primeiro ela e depois ela é só por ultimo eu.

 

Gastar rios de dinheiro

12. LAVAR ROUPA

Não sei se já repararam, mas os eletrodomésticos são os melhores amigos das mães. Recordo-me quando a minha BFF (Best Friends Forever) máquina de lavar loiça morreu. Foi perto do Natal. Senti-me desamparada, abandonada. Não estava nada à espera. Tive de a substituir, mas não foi a mesma coisa. Com esta nova, somos apenas F (Friends)…

O mesmo acontece com a máquina de lavar roupa. Morro de medo que ela um dia resolva abandonar-me. Não sei o que será de mim sem ela. Tento dar-lhe algumas folgas, mas é impossível.

Desde que nos tornamos mães, que a roupa para lavar cresce. Até estranhamos de onde é que apareceu tanta roupa. São meias, cuecas, camisolas, calças, calções, lençois, toalhas, cobertores, edredons… tudo isto a multiplicar por 4 pessoas em casa, sendo que duas delas valem por 4 (que é o número de vezes que habitualmente trocam de roupa quando estão em casa).

E quando resolvemos não lavar a roupa naquele dia, BUMMMMM, dá-se uma explosão de roupa e nunca mais conseguimos dar vazão à roupa suja!!! (agora imaginem lavar a roupa com a tarifa bi-horária 😭 )

13. ÉPOCAS FESTIVAS

Adoro as épocas festivas!

Adoro o Natal!

Adoro a Páscoa!

Adoro os santos Populares!

Adoro os aniversários!

Adoro festas que permitam juntar a família toda.

Vocês sabe como costuma ser o aniversário do Martim cá em casa. Infelizmente este ano não será assim 😭

E agora com os miúdos, procuro criar memórias inesquecíveis! Procuro criar novas tradições para que eles recordem da sua infância com amor e ternura.

Não há nada melhor do que olhar para as carinhas deles surpresos com algo que nós peparámos. Aquele “UAU” fica marcado no meu coração e eu simplesmente adoro!

Adoro porque aproveito para passar mais tempo com eles e tentar fazer atividades com eles.

 

Sinto-os e vivo-os de maneira mais intensa. Algo que com a idade se perde.

14. QUEM SOU EU

Como eu mudei quando me tornei mãe. Não foram apenas coisas que mudaram. Eu própria mudei. A minha personalidade mudou.

Descobri uma força interior e exterior que não imaginava existir (graças às 16 horas de trabalho de parto do Martim). Dou prioridade aos meus filhos, em fazê-los felizes e saudáveis. Em proporcionar-lhes experiências novas.

Quando me tornei mãe, comecei a ver o mundo pelos olhos dos meus filhos. As descobertas que eles fazem no dia a dia, são também as minhas descobertas, pois agora vejo o mundo de uma maneira diferente.

Penso que isso também me mudou na interacção com outras pessoas. Penso que será por isso que me relaciono mais com pessoas que agora são mães, porque elas entendem o que é este novo viver.

A vida faz-nos mudar mas sou feliz com a mudança e muito realizada


Quero agradecer a todas as mamãs que responderam ao questionário via Google e às mamãs que responderam via Instagram, e me ajudaram a escrever este artigo.

Diria que vos desejo o melhor do mundo, mas na verdade vocês já o têm – os vossos filhos. Por isso desejo-vos muitas felicidades e espero que possamos partilhar mais experiências no futuro.


Deixo-vos este video da Laura Clery, uma comediante do Facebook e Youtube que retrata um pouco do que é ser mãe hoje em dia.


QUESTIONÁRIO

algumas questões

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