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Se sorriso sempre nos lábios… de olhos achinesados… de coração grande…. carinhoso e afetuoso… sempre pronto para uma “besteirinha”… Assim é o Martim.

Às vezes pergunto-me se ele é assim porque tive uma gravidez fantástica. Não tenho nada a apontar. Correu tudo muito bem durante a gravidez, até ao parto (mas já aí vamos). Correu tão bem que apesar do parto, um mês depois eu dizia à médica de família que estava pronta para ser mãe novamente.

A GRAVIDEZ

Como sabem, engravidámos do Martim depois de uma perda gestacional. Ainda apontávamos para uma menina (talvez fosse o anjinho que perdemos), mas saiu-nos o Martim. E nós nem nome tinhamos para menino.

Decidimos por Martim, apesar de termos um Martim na família, mas era o nome que gostávamos e achámos que iria ser único. Estavamos errados. Martim foi o 4º nome mais escolhido em 2014 em Portugal – 1663 bebés nascidos no mesmo ano com o mesmo nome (fonte Idealista).

Como disse, a gravidez correu muito bem. Não tive enjoos de que me recorde, apesar de gorda e grande (engordei 20 kgs), sentia-me bem, gostava de estar de pé e andar a pé. Costumava abanar a barriga para acordar o Martim, para ele se mexer (palermice!).

Apenas no último mês já andava cansada, com os pés inchados. Não fui trabalhar nesse último mês, porque a minha entidade patronal já tinha arranjado alguém para me substituir durante a licença.

Na última semana de gestação, fui chamada à Segurança Social em Aveiro para averiguarem o meu motivo para estar de baixa. Quando viram a barriga prestes a rebentar, perceberam qual o motivo 🙂 Disse-lhes que o nascimento estava para breve, tipo para hoje. Perguntaram-me se trazia o saco da maternidade. Disse-lhes que não, que não fazia intenção de ficar muito mais tempo em Aveiro. Isto foi no dia 1 de julho. O Martim nasceu no dia 4:)

O PARTO

Aqui é que tudo muda. O parto.

Tinhamos acabado de lançar uma ideia de negócio e tinhamos um potencial cliente. Fomos fazer trabalho de campo no dia 3, e é durante esse trabalho, que sai o rolhão mucoso. Tinha ido a um wc num café na ribeira de Gaia. Quando entro no carro, digo ao pai, entrei em trabalho de parto. Ele queria ir logo embora. Disse-lhe que não havia necessidade, porque podia demorar muito tempo.

Fizemos o que tinhamos a fazer e fomos para casa.

As contrações começaram por volta das 20h. Tudo o que tinha aprendido no curso de prepararação para o parto não adiantou de nada. Apenas pensava nas dores que estava a sentir e como estas me recordavam do aborto que tinha vivdo há um ano atrás.

Demos entrada no hospital de Gaia às 00h com apenas 1 dedo de dilatação.

Fiquei internada. Chorei toda a noite, cheia de dores. Não suportava as contrações.

Às 8h fui para a sala de partos. Gemia com as dores. Gritava com as dores.

Tinha 6 dedos de dilatação.

A epidural ajudou. Já me sentia melhor, tão melhor que tinha perdido a sensibilidade das pernas. Não sentia nada da cintura para baixo.

Pediam-me para fazer força, e eu achava que estava a fazer.

Reduziram ou retiraram a epidural, eu não sei. Só sei que as dores voltaram. Eu gritava com as dores.

Só ouvia bebés a nascerem, e o meu nada.

Mandaram o pai sair da sala.

O Martim ainda não tinha descido. Foi preciso colocar-me de quatro e 2 parteiras ajudaram-me a fazer força, enquanto uma enfermeira estagiária permitia-me espetar-lhe as minhas unhas na sua mão.

Volto a deitar-me. O pai entra. Já se vê a cabeça do Martim, mas eu já não tinha forças.

Disseram-me que o Martim ia entrar em sofrimento, e com a ajuda da ventosa e uma última força, o Martim nasce.

Eram 16h04 do dia 04 de julho de 2014. Dia da Independência dos EUA e dia do nascimento do meu Martim, com 50cm e 3.520 kg.

16 horas de trabalho de parto. Eu estava de rastos.

Peguei no Martim e reparei no alto na cabeça dele devido à ventosa (que felizmente desapareceu em pouco tempo) e nos olhos achinesados.

Ainda na semana anterior, num jantar de família do pai, falávamos sobre os olhos achinesados de alguns elementos da família. Ri-me quando vi o Martim.

O pai não viu o Martim. Ele estava doente com tudo o que ouviu, não viu, mas ouviu tudo.

A cadeira onde ele estava sentado estava encostada à parede, mesmo inclinada para a parede, meia partida, dando a crer que mais pais passaram por aquele situação e refugiaram o olhar naquela parede.

6 ANOS PASSADOS

6 anos passados, o Martim é a criança mais carinhosa e feliz que eu conheço. Sempre dissemos que ele deveria ser feliz, porque nunca chorava em bebé.

Claro que passou pela idade das birras (que ainda se mantém), mas mesmo assim é uma criança feliz. Sempre sorridente. Sempre a brincar.

Sentiu quando deixou de receber todas a atenções após o nascimento do irmão. Deixou de ser o filho único. Mas ele adora o irmão. Ama o irmão. Procura pelo seu carinho e tem uma paciência de anjo com o irmão (apesar de estar sempre a implicar com ele 🙂 )

FESTA DE ANOS

Este ano, ao contrário do que estavamos habituados, fizemos uma festa de anos pequena. Infelizmente o COVID assim nos obrigou. E por isso, em vez dos 70 convidados habituais, eramos 10: nós, os avós e os tios e primo.

Como sabem, eu começo a preparar a festa do Martim no inicio do ano. Pergunto-lhe pelo tema e depois começo a fazer toda a decoração e as lembranças. Trato de tudo.

Este ano, tinhamos perguntado ao Martim como ele queria fazer a festa de anos, se com a turminha dele num daqueles espaços com insufláveis e trapolins e campos de futebol, ou se em casa, com toda a família, amigos e alguns colegas de escola.

Num dia queria fazer com a turminha. No outro queria fazer em casa. Nunca na vida pensámos que não ia ter nem uma nem outra coisa.

Mas teve uma festa e adorou!

Preparámos duas surpresas:

Primeiro, alugámos um insuflável à Nanny Gold. Tinhamos o espaço e seria a primeira vez que tanto o Martim como o Dinis iam ter um insuflável so para eles.

Depois, fiz um pedido a todas as pessoas que habitualmente vinham ao aniversáio do Martim para nos enviarem uma mensagem de arabéns em video para ele ver no dia e saber que apesar de não estarmos todos juntos, que a família e amigos estavam com ele em pensamento.

Queria que vocês tivessem visto a cara do Martim quando começou a ver o video. O sorriso dele rasgou de orelha a orelha. Perguntava-me se era video, porque queria responder às pessoas. Ficou tão surpreendido! Até o Pai Natal lhe enviou um video de parabéns! (se quiserem receber mensagens do Pai Natal, em inglês, cliquem aqui).

Ainda montámos a piscina, porque estava um calor desgraçado, e os pequenos andaram todos entretidos ora a molharem-se na piscina, ora a molharem os adultos com as pistolas d’água.

Concluindo, apesar de tudo, e todas as alterações e limitações, o Martim adorou a festa e divertiu-se muito. Ah, e o tema foi Legos, mas foi tudo comprado e a avó fez o bolo.

O melhor elogio que poderei receber é partilharem e fazerem like no meu artigo. Vá lá! Elogiem-me!

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