No início do mês de Maio fomos visitar o Parque Biológico de Gaia. Foi a primeira vez que lá fomos, apesar de passarmos por lá sempre que vamos ao Zoo de Santo Inácio. Apenas tinhamos pensado em passar a manhã no parque e depois voltar para casa para almoçar. Obviamente que isso não aconteceu. Primeiro porque o parque é grande. Segundo os nossos planos com as crianças nunca são cumpridos na totalidade.

Mas antes de falar da nossa visita, um pouco de informação sobre o parque retirada e compilada do próprio site do parque, que poderão aceder através deste link.

HISTÓRIA

O Parque Biológico de Gaia surgiu para combater um gap que havia na década de 70 em espaços ambientais e biológicos. Estes espaços eram muito procurados por escolas e outras instituições que pretendiam organizar visitas de estudo e aulas de campo nesses mesmos espaços.

As Câmaras do Porto e Gaia começaram então a procurar um espaço que tivesse as condições pretendidas, como por exemplo:

– Mostrar a natureza próxima da cidade, sEm ser uma reserva natural;
– Mostrar a fauna, sem ser um jardim zoológico;
– Mostrar a flora selvagem, sem ser um jardim botânico;
– Preservar e mostrar o património cultural, sem ser um museu ou eco-museu;

Surgiu então a possibilidade do projeto ser instalado numa quinta que havia sido comprada pela Câmara de Gaia para funcionar como horto municipal.

O Parque Biológico de Gaia é finalmente aberto em 1983, com apenas 2 hectares.

Atualmente, o Parque Biológico de Gaia tem cerca de 35 hectares, mas apenas 3km de percurso para os visitantes.

PARQUE

O Parque Biológico de Gaia não pretende ser um zoo, mas para além de uma flora interessante, o parque tem também Gamos, Corços. Bisontes-europeus, Raposas, Águias-de-asa-redonda, Milhafres, Gralhas, Patos-reais, Galinhas-de-água, Gaivotas, etc. Assim como Coelhos-bravos, Esquilos, Garças-reais, que vivem em liberdade.

“Mais de 70 espécies de aves vivem ou visitam o Parque durante as migrações, das quais mais de 30 espécies nidificam no Parque. Acrescentem-se 18 espécies de mamíferos, 14 de répteis e anfíbios, 9 de peixes, e várias dezenas de invertebrados, somadas a 300 espécies espontâneas de plantas, e tem-se uma ideia da medida do valor natural do local.”

VISITA

Os miúdos adoraram!

A visita começou logo da melhor maneira possível para o Martim, com um Braquiossauro exposto à entrada da receção. O Martim ainda não consegue distinguir o que vê na televisão da realidade e por isso ele pensa que ainda existem dinossauros, apesar de já lhe termos explicado mil vezes que não, que nem seria possível dinossauros e pessoas viverem juntos, porque seriamos comido por eles (obrigada Steven Spielberg!). Por isso, quando o Martim viu aquele dinossauro, disse que foram as pessoas do parque que tiraram uma fotografia ao dinossauro e depois construiram um em tijolo (percebeu que não era tijolo, mas sim metal).

Entretanto, perdemo-nos à procura da entrada, logo depois de termos comprado os bilhetes (3€ os adultos, gratuito para as crianças até aos 6 anos). Acontece que quando comprámos os bilhetes, saimos do edifício e andámos às voltas à procura da entrada. Perguntamos a pessoas que viamos, inclusivé que estavam dentro do parque, como era o acesso. Até que fez-se luz e descobrimos que o acesso é pelo mesmo edifício onde compramos os bilhetes. Aliás, atrás da bilheteira tem uma porta com uma sinalética que diz Acesso ao Parque! Mas nós não vimos nem a porta nem a bilheteira. Digamos que até termos percebido o nosso erro, já estavamos a maldizer o parque, que aquilo não fazia sentido, não ter sinalização, informações, nada!!!  Dumb Dumb!

Já lá dentro, fomos logo bem recebidos por um pavão que andava a pavonear-se como só um pavão sabe fazer e adora fazer. Isto é tudo meu. Vocês estão na minha casa!

De seguida foi só seguir o percurso principal. Mantermo-nos neste percurso faz com que consigamos ver o parque todo (cerca de 3km), assim como transpirar, cansarmo-nos e gastar calorias. Excelente!

Um conselho: levem lanche e bastante água para pararem num dos banquinhos de madeira que há pelo parque, para lancharem com os pequenos. Mas atenção aos esquilos!

O parque tem muito arvoredo, mas convém levarem os bonés, porque há zona, principalmente juntos das quintinhas, onde o sol se faz sentir mais.

O parque está muito bem preservado. E não é um jardim zoológico, apesar de ter animais. Alguns animais não conseguiram voltar para para o seu meio, outros foram traficados, então este é o seu novo lar.

Convém respeitar os avisos do parque, como por exemplo, manter portões fechados, pois evita que os animais que andam à solta saiam da sua área; assim como não os alimentar, mesmo que tenhamos acesso a eles e eles pareçam muito meiguinhos, como os gamos. Não sabemos se estamos a prejudicá-los.

Convém levarem roupa e calçado confortável, porque vão caminhar muito. O Dinis tinha a cadeirinha dele, mas passou a maior parte do tempo no colo, para poder ver os animais.

Como os pequnos estavam cansadissimos, e se entrássemos no carro, acabariam por adormecer e ficariam sem comer, optamos por almoçar no restaurante do parque. Por 4 sopas, 2 pratos de comida (lombo recheado) + dois pratinhos de salada, 2 pães, 4 sumos de laranja e 1 gelatina, pagamos cerca de 26 euros.

O serviço demora um pouco, mas achamos que se deve ao facto da pessoa que está na caixa não saber trabalhar com um TPA e se os pagamentos demorarem, a fila não anda. Eu sei que não estão a entender, mas o ideal será levarem dinheiro para pagarem a refeição.

As cadeiras de alimentação (do IKEA) para os bebés / pequenos são poucas, por isso é melhor levarem uma de casa.

Existe uma sala interior e outra exterior, assim como um bar e uma barraquinha de gelados.

Se preferirem podem levar o almoço e comer no parque das merendas.

Enquanto os pais descansam, os pequenos podem brincar no parque infantil, que fica junto do parque das merendas e do restaurante.

Nesta altura, os nossos filhos estavam tão cansados que apenas queriam dormir.

Concluindo, foi um dia bem passado. É um espaço muito agradável, o preço é acessível às nossas carteiras. Por isso recomendamos e de certeza que iremos voltar lá com os pequenos e se calhar dessa vez levaremos os avós.

INFORMAÇÕES IMPORTANTES

Para saberem como chegarem aqui, cliquem em COMO CHEGAR.

Para saberem os horários, cliquem neste HORÁRIOS.

Para saberem os preços, cliquem neste PREÇOS.

Para outras informações, cliquem em PARQUE BIOLÓGICO DE GAIA.

OUTRAS SUGESTÕES

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Quintinha Pedagógica de Canelas

Zoo de Lourosa

 

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