Quando queremos desistir de tudo, queremos porque passamos por alguma experiência má, menos boa, desagradável. Queremos desistir de tudo porque não conseguimos lidar com essa experiência.

O mês de abril foi um mês difícil para mim. Maio não está a ser muito melhor.

Fomos vítimas de bullying comercial nas redes sociais, por parte de alguém que não é nem nosso cliente, nem parceiro, nem fornecedor, nem concorrência.

Em conversa com a nossa advogada, ficamos a saber que isto é perfeitamente normal, porque pessoas más existem e sempre irão desistir.

O objetivo deste blog não é nem nunca foi falar sobre a minha experiência profissional, mas sim a minha experiêcia como mãe. Se partilho isto agora convosco é porque esta experiência me afetou a nivel pessoal, como pessoa, mulher e mãe.

Fui-me completamente abaixo. não soube nem sei lidar com pessoas más. Não percebo o motivo que leva pessoas a falar mal umas das outras.

Entendo que as redes sociais são o maior veiculo para se fazer isso. Pessoas covardes que usam as redes sociais para largarem veneno, porque não são capazes de o fazer cara a cara.

Apeteceu-me desistir de tudo.

Só me apetece ficar na cama.

Nem rotinas, nem caminhadas, nem brincadeiras.

Claro que para os meus filhos há sempre um sorriso. Mas também há uma desculpa para não poder brincar com eles naquele momento.

Quando digo que me apeteceu desistir de tudo, não estou a referir-me de tudo mesmo. Não sou de extremos. Valorizo a minha vida e os meus filhos demais para poder sequer pensar em algo tão extremo.

Mas quis desistir das redes sociais. Quis desistir do meu bem estar. Quis desistir do convivio. Senti que passei o mês de abril e agora maio a sobreviver e nao a viver.

Está muita coisa a acontecer ao mesmo tempo, e eu não me sinto no meu melhor.

Talvez seja porque o meu aniversário está para breve e está a custar a aceitar que em poucos dias farei 40 anos. Vivi quase metade da minha vida, e penso o que tenho para mostrar?

Nunca me senti mal por dizer que ser mãe me definia. Porque eu amo ser mãe. Mas agora que os 40 se aproximam pergunto-me se não terei desistido de mim e se o fiz, como posso mudar isso?

 

O melhor elogio que poderei receber é partilharem e fazerem like no meu artigo. Vá lá! Elogiem-me!

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