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Ser pai é viver em constante medo, medo do mundo, medo da sociedade, medo do desconhecido, medo de nós próprios. Estaremos a ser bons pais?

SER PAI

Ser Pai mudou muito nos últimos anos.

A partir do momento que descobrimos que estamos grávidas, que todas as nossas decisões passam por aquele ser. Queremos estar o mais informadas possível. Lemos o maior número de livros sobre maternidade e parentalidade possível. Procuramos os melhores métodos de educação no mercado, os melhores médicos, os melhores hospitais, as melhores roupas, enfim, o melhor para os nossos filhos.

Acabamos por tomar decisões com base naquilo que lemos de especialistas e influencers das redes sociais.

Mas se formos a pensar no tempo dos nossos pais, não havia nada disso. Não havia artigos sobre os pais, nem o que fazer e o que não fazer, nem livros de autoajuda e, ainda assim, a maioria de nós acabou por ficar bem, ser educado bem.

Claro que os tempos mudaram, a sociedade mudou. Os rendimentos mudaram. As responsabilidades mudaram.  A educação tornou-nos mais conscientes e claro que vivemos na era da Internet, onde toda a informação, boa ou má, está à distância de um clique.

Mas se por um lado isso ajudou-nos a melhorar a nossa saúde, a colocar questões, a lutar contra tabus, por outro lado, tornou-nos pais a viver em constante medo.

TER MEDO É NATURAL…

O roxo é a cor do medo. O medo é uma emoção que aparece quando te sentes em perigo ou quando acontecem coisas que desconheces. A função do medo é proteger-te. Esta emoção é um alerta enviado pelo teu cérebro para estares atenta. É como se ela gritasse: “Alerta, segurança, alerta! Presta atenção à tua volta e vê se há algo que te pode, realmente, fazer mal.”

O Novelo das Emoções de Elizabete Neves

 

Contudo, essa emoção nem sempre é verdadeira.

O Novelo das Emoções de Elizabete Neves

 

Um estudo sobre os principais medos dos pais em relação aos seus filhos realizado nos Estados Unidos da América chegou à seguinte conclusão:

  • 30% dos inquiridos têm medo que os seus filhos se magoem num acidente.
  • 25% dos inquiridos têm medo que alguém magoe ou ataque os seus filhos.
  • 23% dos inquiridos têm medo que os seus filhos não se sintam seguros no mundo.
  • 14% dos inquiridos têm medo que os seus filhos sejam raptados.
  • 8% dos inquiridos têm medo que que os seus filhos sofram bullying.

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OS NOSSOS MEDOS

 

  • Medo que se magoem. As crianças adoram brincar em espaços abertos, parques, trepar árvores, dar piruetas, pegar em paus e pedras, o que torna provável que se magoem. Embora estejamos por perto para evitar que se magoem gravemente, não conseguimos (e talvez não devamos) evitar pequenos arranhões e joelhos pisados, Não devemos correr na sua direção antes que elas caiam, não os devemos avisar a cada dois segundos, “Tem cuidado, não faças isso, não subas isso…” Os nossos filhos também sentem medo. Também sabem quando se colocam em situações de risco. Alguns arriscam? Sim, mas outros recuam. Agora o que não queremos é que os nossos filhos recuem sempre. Não queremos que os nossos filhos se tornem crianças bem comportadas mas sempre com medo. Assim eles não saberão que a seguir a um tropeçar, a um cair, que devem reagir, devem se levantar. Se estivermos sempre com medo que se magoem, iremos transmitir-lhes isso mesmo, e eles viverão assustados.

 

  • Medo que não sejam os melhores. É importante motivar os nossos filhos a fazerem o seu melhor e claro, se os nossos filhos se destacarem, qual é o pai que não fica orgulhoso? No entanto, o que não podemos nem devemos fazer é pressioná-los para serem sempre os melhores, a serem os primeiros a terminar uma determinada tarefa ou a serem escolhidos. Todas as crianças são diferentes. Os nossos próprios filhos são diferentes um do outro. Por isso cada criança possui características e talentos diferentes e que não podem ser comparados. Portanto, o melhor que podemos fazer é apresentar-lhes recursos e experiências e mostra-lhes que é perfeitamente normal não serem sempre os primeiros. Dessa forma, os nossos filhos não sentirão pressão para serem os melhores nem sentirão que fracassaram e desiludiram os pais quando não são os primeiros.

 

  • Medo de não tirarem nota máxima na escola.  Procuramos as melhores escolas para os nossos filhos, desde o berçário. Fazemos sacrifícios para os colocarmos em escolas privado porque a sociedade diz-nos que são as melhores escolas. Inscrevemo-los em mil e uma atividades extracurriculares, mesmo quando essas mesmas atividades são dadas na escola (inglês por exemplo) para que eles estejam sempre um passo à frente dos outros. E mesmo quando os nossos filhos mostram serem bons alunos, cometemos o erro de os ajudarmos nas tarefas da escola. Fazemos até trabalhos por eles, com receio que eles fiquem para trás. Como pais, devemos envolver-nos na educação dos nossos filhos, devemos ajudá-los, mas não fazer os seus trabalhos nem força-los a mais atividades do que aquelas necessárias.

 

  • Medo que se sintam sós ou sofram de bullying. – Uma das minhas maiores preocupações com os meus filhos quando entraram na escola foi se eles tinham amigos, se se relacionavam com outras crianças. Isso para mim é mais importante do que ter boas notas. Porque se os meus filhos se sentirem sozinhos, sem amigos, não vão ter disposição ou capacidade para estudarem. Se o coração estiver triste, a cabeça não consegue pensar direito. Há crianças que são muito extrovertidas e conseguem fazer amizades rapidamente. Outras pelo contrário, demoram a conhecer e a dar-se a conhecer a outras crianças. E está bem. É normal. Somos todos diferentes, com personalidades diferentes. Às vezes, as crianças gostam de brincar sozinhas. Às vezes as crianças chateiam-se umas com as outras. Mas isso não significa que devamos envolver-nos em todas as discussões dos nossos filhos ou obrigá-los a brincar com outras crianças. Claro que devemos estar sempre atentos a sinais de isolamento e bullying. Devemos explicar e mostrar aos nossos filhos que estamos sempre presentes e disponíveis para os ouvirmos, sempre que eles precisarem de desabafar connosco.

…MAS NÃO DEVEMOS VIVER EM CONSTANTE MEDO

Estes são alguns medos que os pais vivem já quando os seus filhos se encontram na escola, principalmente. Porque os medos que os pais sentem e vivem começam no momento em que uma mãe engravida. Medo de perder o bebé. Medo que haja algum problema de saúde. Medo do parto. Medo que lhe roubem o bebé no hospital. Medo de não ser capaz de amamentar. Medo de ser má mãe.

Todos os medos são reais e não devem ser ignorados. Mas tal como diz o livro O Novelo das Emoções é importante que não deixemos os medos comandarem a nossa vida e a vida dos nossos filhos.

Devemos estar atentos e vigilantes. Mas principalmente devemos deixar os nossos filhos viverem.

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